segunda-feira, 7 de agosto de 2017

EM DEFESA DO BISPO DE CAICÓ E SUA POSIÇÃO SOBRE OS HOMOSSEXUAIS


Henrique Faria

(Para seu melhor entendimento: https://www.diocesedecaico.com.br/destaque-8)

Vejo na página de um amigo algumas manifestações de repúdio ao bispo de Caicó, às quais respondi acidamente, e cujo texto reproduzo em minha página, omitindo, por conveniências pessoais, o nome do destinatário. Segue:

Meu caro amigo,
Eu vejo pela sua página do Facebook que você tem uma claque numerosa, visivelmente hostil à Igreja de hoje, saudosista de um papa que deixou a nau de Pedro soçobrar, preocupado que sempre esteve em “produzir teologia” em detrimento de uma ação pastoral mais eficiente e uma administração mais competente.
Sob o seu comando, a Cúria Romana expôs suas feridas milenares, transformando em rendez-vous o que deveria ser o espaço mais sagrado do planeta – em linguagem bem popular, perdeu a vergonha – que deu no que deu: a sua renúncia por não poder controlar aquele bando de safados purpurados. Não que ele tivesse culpa, mas não teve culhões para segurar a onda e para defenestrar os bandidos batinados que farfalham pelos corredores do Palácio Apostólico em sussurros pornográficos que tramam inconfidências, negociam mamatas, leiloam oportunidades de satisfação de carências pedófilas e afetivas. Ele pode até ser um santo – eu acredito! – mas, é um fraco.
Pois bem. É essa claque, visivelmente inoculada pelo veneno de certos institutos elitistas – anacrônicos, retrógrados, conservadores – que se embandeiram como seculares defensores da fé, que faz apologia do banimento dos homossexuais do projeto de salvação implementado por Jesus e explicitamente defendido pela Igreja no Catecismo da Igreja Católica, em seu parágrafo 2358 e pelo papa Francisco em notórias manifestações que contemplam esses irmãos perseguidos, com o mesmo abrigo no Coração misericordioso e compassivo que abriga toda a humanidade, sem discriminação.
Eu, sinceramente, pouco me importo se esse tal projeto de salvação existe mesmo ou se é uma criação da Igreja Católica, que burocratizou a mensagem de Jesus – nele eu acredito! –, mas a sua claque acredita nesse projeto. Sendo assim, é pura hipocrisia essa gritaria contra a manifestação do bispo de Caicó que entende que a misericórdia e a compaixão preconizada por Jesus não deva alcançar apenas os héteros, mas os homo também, porque ele não codificou a sua lei do amor, estabelecendo um parágrafo único que alije os homossexuais do amor universal.
Portanto, meu caro, esses seus amigos – eu repito – são uns hipócritas, fariseus, pretensos ombusdmen de Deus.

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